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O impacto do uso excessivo das redes sociais na saúde mental


A facilidade do “click” nos deixa diante de inúmeras possibilidades. É como se na palma de nossa mão segurássemos diferentes metaversos, diferentes versões de nós, do outro e do mundo. Um universo que “encurta distâncias”, “amplia horizontes”, gera informação, vínculos em grupos, “pertencimento” a eles, facilita o cotidiano de tal modo que em muitas situações é possível não ocorrer o deslocamento físico para resolução de problemas ou o “estar junto”.


Você já imaginou o mundo sem a internet, sem os aplicativos de redes sociais? Como seria a sua vida? E da sua família? Teria mudanças nas suas escolhas? O ‘se’ não existe, então vamos pensar na realidade que temos. Toda história tem diferentes versões, e quanto ao uso da tecnologia e da internet, não é diferente.


Estudos mostram que as pessoas que sentem solidão tendem a usar a internet e as redes sociais de forma excessiva como uma válvula de escape para lidar com as sensações e emoções desagradáveis.

Do ponto de vista psicológico, o relato dos usuários demonstra que a internet proporciona uma sensação de controle sobre a própria imagem e na relação com os outros. O uso aparece como uma estratégia de enfrentamento de estresse e ansiedade, e de certo modo também proporciona prazer, apesar do efeito reverso de insatisfação ligado à comparação com a vida alheia.


O incrível da internet, que também parece ser um risco, é o fato de permitir que o usuário “seja quem ele quiser”, se “reinvente”. Na realidade, o que ocorre é “vender” aquilo que não é, assumindo um falso eu, demonstrando aquilo que gostaria de ser. Alguns dos desencadeadores dessa utopia da imagem são os relacionamentos sem qualidade, crise de identidade, os conflitos existenciais e a depressão.


O uso excessivo das redes sociais proporciona algumas vivências negativas como prejuízo nos estudos, comprometimento social, conflitos familiares e conjugais, prejuízos no trabalho, descuido consigo mesmo e com seus dependentes. Essa utilização inadequada pode acarretar em sentimento de solidão, diminuição das relações pessoais, principalmente as presenciais e mais profundas, e um ciclo vicioso que leva à incapacidade, dificuldade e até à recusa de viver o contato direto.


O excesso de uso dessas mídias tem desencadeado adoecimentos que recebem nomes como dependência digital, nomofobia, phubbing, cibercondria ou hipocondria digital, depressão facebook, entre outros.

Existe uma nova construção global, que dita novas formas de socialização e de pertencimento. A internet e as redes sociais têm provocado transformações sociais significativas, caracterizadas pela proliferação e intensificação do virtual na vida das pessoas, o on-life.


Enquanto o virtual possibilita reatar relações, sentimento de pertencimento, aproximação de interesses, também permite a ousadia do anonimato, do cyberbullying, a segregação do presencial, a ausência mesmo na presença física, a intensificação da ansiedade e da depressão.


O que fazer então?

  • Coloque limite de uso para rede social na sua rotina

  • Mantenha a prática de atividades ao ar livre

  • Programe encontros presenciais com os amigos e evite o uso do celular neste momento

  • Veja as postagens de pessoas que te fazem crescer (evite a comparação e o tempo inútil nas redes)

  • Mantenha uma alimentação saudável

  • Se permita um detox (exemplo: saia algum período do dia sem o celular, evite as telas em algum momento)

Desta forma, você terá mais equilíbrio para lidar com o virtual sem deixar de lado o real.


Sara Carlos da Silva - Psicóloga da Starbem (CRP 06/134844)

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