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População LGBTQIAP+ e saúde mental



O mês de junho marca uma das épocas mais importantes para a comunidade LGBTQIAP+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexuais, Assexuais, Pansexuais e outras identidades relacionadas). Isso porque é a data em que se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+, e por trás de toda a comemoração, existe um motivo muito significativo: a luta por direitos e igualdade da comunidade. 🏳️‍🌈


A origem do mês do orgulho está relacionada à noite do dia 28 de junho de 1969, quando a “Revolta de Stonewall” aconteceu, no bar Stonewall Inn, em Nova York. Nos anos 60, a homossexualidade era ainda mais criminalizada em vários lugares do mundo e, por esse e outros motivos, os frequentadores do Stonewall Inn entraram em confronto com a polícia para se defenderem de todo o tratamento violento que sofriam das autoridades. Essas revoltas aconteceram por várias noites, marcando uma reviravolta muito importante para o movimento pelos direitos da comunidade LGBTQIAP+.


Não é segredo que o Brasil é o país que mais mata essas pessoas. De acordo com um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), cerca de 256 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros foram assassinados de forma violenta em 2022, sendo 242 homicídios e 14 suicídios, chegando à marca de uma morte a cada 34 horas.


A saúde mental de pessoas LGBTQIAP+ pode ser seriamente abalada pelo preconceito e discriminação, além de outras várias formas de violência que eles possam sofrer, como isolamento, marginalização, exclusão etc.

Isso também pode resultar na privação de oportunidades, serviços e, claro, direitos básicos, que pode ocasionar na falta de chance para um tratamento de saúde, como, por exemplo, o processo terapêutico.


A terapia exerce um papel essencial quando falamos de apoio à saúde mental da comunidade LGBTQIAP+, que enfrenta diversos desafios dentro de uma sociedade preconceituosa. A psicoterapia oferece um espaço para que o paciente se sinta seguro e confiante para que possa externar suas experiências, emoções, dificuldades e o que mais desejar. Tudo o que é compartilhado nas sessões é confidencial, ou seja, o profissional se compromete por inteiro com o seu paciente.


Juliana Verrenja - Psicóloga da Starbem (CRP 06/169573)


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